ILHA DA MADEIRA DE MOTO – Julho/2017

 

Fizemos um pacote de 4 dias  para a Ilha do Madeira, pela da logitravel.pt, e locamos uma BMW GS 650 por 3 dias pela magoscar.com para rodar na ilha de 9 a 12 de julho.   A Ilha da Madeira foi descoberta pelos portugueses em 1.419   sendo Região autônoma da Republica Portuguesa, com 262.000 habitantes tem como capital a cidade de Funchal.  A ilha tem 740 km2, medindo proximamente 57 x 22 kms,  fica 970 kms de Lisboa, e está na mesma linha da cidade de Casablanca no Marrocos.

Dia 9 de Julho de 2017  –  Saímos as 7 de Lisboa chegando na Ilha da Madeira as 9 horas, num voo mais apertado que sardinha em lata.   Fomos direto a Caniço onde já pegamos a moto GS 650, e partimos para o Hotel The Lince, em Funchal.   Descanso, almoço, descanso e lá fomos nós para o Curral das Freiras, um cidadezinha a 16kms só subindo com mais de mil curvas encravadas nas montanhas.   Teve hora que achei que a BMW Gs650 não ia dar conta de subir a rampa….     Diz a história que as freiras de Funchal fugiam para montanhas para não serem estrupadas pelos piratas e assim nasceu Curral das freiras.    O que não entendo é como mora tanta gente lá naquelas alturas…     Voltando a Funchal,  fomos ao.museu do CR7, o Cristiano Ronaldo, que nasceu aqui na ilha, e aquele giro pela cidade.    Estamos cansados.    Jantamos um peixe, regado a vinho branco e dormir!!!

 

Dia 10 de  julho de 2017 –   Partimos de Funchal para o Oeste da Ilha, margeando o oceano  chegando rapidinho em  Câmara de Lobos, onde estava sendo preparado uma festa regional com muitos enfeites pelas ruas. Lá a especialidade dos pescadores é a secagem do peixe gata.    Seguindo pela costa passamos Ribeira Grande e Porta do Sol, onde as plantações de bananas abundam.   Muitos tuneis pela Auto Pista, e muitas vezes para entrar nas cidades saímos das rodovias pelas curvas montanhosas.    Depois seguindo seguindo a linha da costa, onde  existe muitas quedas de água pelas encostas até chegar em Anjos, depois Madalena do Mar, onde praias de seixos aparecem entre tuneis antigos escavados na rocha.     Pela ER 101, chegamos em Calheta, onde o bolo de mel é o mais popular da ilha.    Seguimos pela via rápida até Ponta de Pargo, com a estradas cheias das bermas floridas, e  em seguida  Achada da Cruz.      Estradas pitorescas, maravilhosas, quase sempre com a vista para o oceano atlântico.           Para chegar até Porto Moniz, descemos a montanha com curvas pra todo lado, e aquela visão que parece miragem.    A cidade conhecida pelas piscinas naturais nas pedras de origem vulcânica.   Muito turista em Porto Moniz, ingleses franceses, alemães, mas nenhum brasileiro. Acho que os brasileiros, que estão por toda parte do mundo ainda não descobriram a Ilha da Madeira  O mar faz o espetáculo da natureza,  junto a inúmeros bares ,restaurantes e lojinhas que vendem lembrancinhas.   Almoçamos um peixe espada, com um só copinho de vinho branco, e  seguimos  agora juntinho ao mar para São Vicente, ora pelas vias rápidas passando por tuneis e mais tuneis, ora pelas estradinhas que circundam a montanha.     Muitos mirantes pela estradas voltados ao mar, e num deles deu vontade de ficar lá….        Em São Vicente, um café reforçado, depois de 150 kms que parecem 1.000 kms.      Quando achamos que estávamos longe de Funchal, verifiquei que era somente 30 kms cortando ilha de norte a sul, mas por baixo das montanhas com dezenas de tuneis,  com direito a uma saidinha para Serra d’agua e provar o poncha da Taberna.    Aquilo foi o máximo!!!       Que viagenzinha deliciosa!!     Que dia!!!

Dia 11 de Julho de 2017 – Rodamos para o outro lado da Ilha da  Madeira.  Saímos de Funchal as 9:30 passando no aeroporto em Machico, que fica a 25 kms e vimos a pista do aeroporto toda concretada e a rodovia passando por baixo, afinal na ilha toda não tem terreno plano para se fazer aeroporto.  A pista é muito curta  termina voltada ao mar.     Daí  fomos a Caniçal e Ponta de São Lourenço depois de muitos Túneis, curvas, subidas e descidas.    A estrada é fascinante.  Seguimos até Porto da Cruz, mas não entramos porque esta impedida a entrada da cidade devido as obras  e o desvio era muito longo.  Então partimos para Santana, uma simpática cidadezinha, cheia de turistas.  que tem como atração muitas casinhas  coloridas cobertas de palhas  pela cidade, e muitos jardins.  Almoçamos no restaurante Colmo ( muito bom) e seguimos a São Roque do Faial, saindo da rodovia e entrando nas  estradinha pelas montanhas adentro.   Sobe, sobe, sobe, curva pra cá, curva pra lá, e em Achada do Cedro Gordo, 1800 metros de altitude,  parque natural de Laurissilvas,  grandes plantações de pinheiro,  com temperaturas em torno de 10 graus, uma delicia!!!    Passamos também por florestas queimadas pelo grande incendio florestal a 2 anos que abalou a ilha.  Esse trecho já é cortando rumo a Funchal.   Depois de muita subida, começa a descida, com.muitas curvas, até chegarmos em Funchal.  Passamos o dia todo para rodarmos 150 kms, sendo uns 20 kms dentro de túneis, umas mil curvas para direita  e mil para esquerda,  subidas intermináveis, descidas de queimar pastilhas do freio, engrenado em primeira.  Haja braço pra isso.  E a cada dia, e a cada viagem, acho minha garupa muito corajosa!!!       A viagem de hoje foi pra ela!!! Grande Ana, minha parceira inseparável!!!               Pra finalizar a tarde fomos ao.museu do CR7.

Dia 12 de junho de 2017 –  Acabou-se os passeios de moto.     Fui entregar a moto na Magoscar,  em Caniço, a 25 kms de Funchal.     Com o GPS, tudo fica fácil, não fosse ele não sei o que seria desta viagem.   O Pessoal da Magoscar me trouxe de volta ao hotel, pois meu voo para Lisboa sera as 21:30 horas.      Almoçamos e ficamos a descansar a tarde toda na piscina do hotel com vistar ao mar.   Chegamos em Lisboa às 23 horas.

Cidades Visitadas: Funchal, Curral das Freiras, Camara de Lobos,  Porto Moniz, São Vicente, Caniço, Machico, Caniçal,  Ponta de São Lourenço, Santana, São Roque do Faial, Achada do Cedro Gordo.

A moto –  Paras as estradas nas montanhas a BMW GS 650 se comporta bem pela leveza, mas peca pelo motor  fraco quando se anda com garupa.      Teve horas que achava que ela não iria conseguir subir.        Mas acho eu, que a GS 1200 não seria própria para estas estradas nas montanhas, com curvas fechadíssimas, de difícil manuseio.     Talvez a GS 800 seria ideal, ou a 700 que é pouco mais baixa…..

O Passeio –  Recomendo a todos, de moto ( muito melhor!!) ou de carro, é um passeio imperdível, nas boas estradas cheias de curvas, sem pedágios, com imensos tuneis, e as montanhas com curvas e visuais incríveis,  as casas encravadas nas montanhas,  aquele mar azul que rodeia a ilha, muitos turistas, falando a língua portuguesa, e a um custo português.

5 comentários em “ILHA DA MADEIRA DE MOTO – Julho/2017

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